Destaques – Retrato do artista quando jovem cão

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No Meu Ofício ou Arte Amarga

No meu ofício ou arte amarga

Que à noite tarda é exercido

Quando alucina só a lua

E dormem lassos os amantes

Com as dores todas entre os braços,

É que trabalho à luz cantante

Não pela glória ou pelo pão,

Desfile ou feira de fascínios

Por sobre palcos de marfim,

Mas pela paga mais afim

De seus secretos corações!

Não para alguém altivo à parte

Da lua irada é que eu escrevo

Os respingados destas páginas

Nem pelos mortos presumidos

Cheios de salmo e rouxinóis.

Mas para amantes cujos braços

Têm os cansaços das idades

Que não me dão louvor nem paga

Nem prezam meu ofício ou arte.

Boas leituras!

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