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Descartes e David Hume

Empirismo e racionalismo

Imagina que enfrentaste o ceticismo e superaste o desamparo em que ele queria deixar-te. Vais pressupor que sabemos algumas coisas. Mesmo que esse conhecimento seja trivial, isso basta para os nossos propósitos. Por exemplo, sabes que “a teoria de Darwin é tratada na página 99 do manual de Biologia”; se alguém te perguntar por que razão o sabes, a tua Continuar a ler Descartes e David Hume

O fundacionalismo de Descartes

O argumento cético da regressão infinita

Teremos maneira de saber se sabemos alguma coisa? O cético defende que não.
O problema pode parecer estranho; e, se o problema pode parecer estranho, a resposta cética pode parecê-lo ainda mais. Muitas vezes temos boas razões para duvidar de que saibamos certas coisas; há, todavia, outras coisas de que nos parece difícil duvidar Continuar a ler O fundacionalismo de Descartes

Descartes: da dúvida à certeza

Descartes começa com dúvidas moderadas que outros argumentos céticos tinham tornado familiares. E observa: “os meus sentidos por vezes enganam-me, e é prudente nunca confiar completamente naqueles que nos enganam uma vez que seja”. A seguir põe-se a pensar se não estará a sonhar de maneira que as crenças “de que abro os meus olhos, movo a minha cabeça, estendo as minhas mãos, e todas as coisas deste género, não passam de ilusões, e talvez as minhas mãos e na verdade todo o meu corpo, não sejam como me parecem”.

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O problema da indução

“Se todos os cães são mamíferos e todos os mamíferos são seres vivos, então todos os cães são criaturas vivas”. Isto é um argumento dedutivo: podemos deduzir logicamente a conclusão das premissas. Se as premissas são verdadeiras, a conclusão (logicamente) tem de ser verdadeira. Se todos os que estavam a bordo do navio morreram afogados e a Marisa estava a bordo do navio, então a Marisa morreu afogada. Isto não prova que a Marisa morreu afogada; ela pode não ter estado a bordo e talvez nem todos os que estavam a bordo morreram afogados. Sabemos apenas que se todos a bordo do navio morreram afogados e ela estava a bordo do navio, então ela morreu afogada.

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O que consiste o conhecimento?

1. Tipos de Conhecimento

No quotidiano falamos de conhecimento, de crenças que estão fortemente apoiadas por dados, e dizemos que elas têm justificação ou que estão bem fundamentadas. A epistemologia é a parte da filosofia que tenta entender estes conceitos. Os epistemólogos tentam avaliar a ideia, própria do senso comum, de que possuímos realmente conhecimento. Alguns filósofos tentaram apoiar com argumentos esta ideia do senso comum. Outros fizeram o contrário. Os filósofos que defendem que não temos conhecimento, ou que as nossas crenças não têm justificação racional, estão a defender uma versão de ceticismo filosófico. Continuar a ler O que consiste o conhecimento?